A mim não parece ser o corpo, por perfeito que seja, que, pela sua excelência, torne a alma boa, mas, pelo contrário, a alma boa, pela sua excelência, permite ao corpo ser o melhor possível.

Sócrates, “A república” 

Somente a violência é muda, e por este motivo a violência, por si só, jamais pode ter grandeza.

Hannah Arendt, A Condição Humana

A condição mortal do homem

Os homens são «os mortais», as únicas coisas mortais que existem porque, ao contrário dos animais, não existem apenas como membros de uma espécie cuja vida imortal é garantida pela procriação. A mortalidade dos homens reside no fato de que a vida individual, como uma história vital identificável desde o nascimento até a morte, advém da vida biológica. Essa vida individual difere de todas as outras coisas pelo curso retilíneo do seu movimento que, por assim dizer, intercepta o movimento circular da vida biológica. É isto a mortalidade; mover-se ao longo de uma linha reta num universo em que tudo o que se move o faz num sentido cíclico.

Hannah Arendt

Homero…

still reading Homero’s Iliad and Odyssey… More stuff soon!

Nyx e Érebo se separam do Caos e Érebo libera Nyx, que em sua forma côncava, se parte ao meio dando origem a Eros, o Amor, força puramente espiritual. Das metades de Nyx surgem o Céu e a Terra, Urano e Gaia, ou Geia… Enquanto realidades materiais, Gaia e Urano, o Céu e a Terra encontram sua coesão na força do Eros… 

E dessa forma Eros é percebido como a força que dá coesão ao universo, a força do Amor…

No início era apenas Nyx e Érebo, as duas faces das trevas. A noite do alto e a escuridão dos infernos, coexistindo no vazio, Caos, que era inteiramente potência… 

A magia recomeça hoje… 

A magia recomeça hoje… 

Sobre os discursos e a dialética

“o uso da escrita, Fedro, tem um inconveniente que se assemelha à pintura. Também as figuras pintadas têm a atitude de pessoas vivas, mas se alguém as interrogar conserva-se-ão gravemente caladas. O mesmo sucede com os discursos. Falam das coisas como se as conhecessem, mas quando alguém quer informar-se sobre qualquer ponto do assunto exposto, eles se limitam a repetir sempre a mesma coisa. Uma vez escrito, um discurso sai a vagar por toda a parte, não só entre os conhecedores mas também entre os que o não entendem, e nunca se pode dizer para quem serve e para quem não serve. Quando é desprezado ou injustamente censurado, necessita do auxílio do pai, pois não é capaz de defender-se nem de se proteger por si. 

[…]

Mas acho muito mais bela a discussão dessas coisas quando alguém semeia palavras de acordo com a arte dialética, depois de ter encontrado uma alma digna para recebê-las; quando esse alguém planta discursos que são frutos da razão, que são capazes de se defender por si mesmos e ao seu cultivador, discursos que não são estéreis mas que contém dentro de si sementes que produzem outras sementes em outras almas, permitindo assim que elas se tornem imortais. Aos que as levam consigo, tais sementes proporcionam a maior felicidade que é dado ao homem possuir.”

Afinal, se nós pudéssemos conhecer a verdade, haveríamos de nos preocupar com o que dizem os homens?

Sócrates, “Fedro”

I wish I had an angel. For one moment of love…

I wish I had an angel. For one moment of love…